Escola

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O momento em que o filho que tenha alergias ou intolerâncias alimentares começa a ir à escola, ou em que muda de escola, é sempre um momento de grandes preocupações para os pais, dada a exposição ao risco que tal implica.

As palavras-chaves para evitar a ocorrência de episódios na escola são educação (de toda a comunidade escolar, em especial dos profissionais que vão lidar todos os dias com o seu filho), comunicação e cooperação.

Deve por isso informar todas as pessoas envolvidas (diretores da escola, professores, pessoal auxiliar, etc.) sobre os seguintes temas:

    • Os alimentos a que o seu filho é alérgico. E não diga apenas o nome mais comum do alimento (leite, por ex.), mas leve a lista de todos os produtos que contêm esse produto e todos os nomes estranhos que são sinónimo da presença de alérgenos.
    • Elabore um plano de ação onde conste a lista de alergénios, os sintomas que o seu filho usualmente apresenta quando entra em contacto com um alimento proibido e que tipo de tratamento deve fazer e/ou quando deve ser encaminhado para uma unidade de urgência hospitalar e em que caso se deve usar a caneta de adrenalina. Toda a medicação deve ficar na escola devidamente identificada e com a posologia marcada na embalagem bem visível. De preferência o plano de acção e a medicação deve ficar num local de fácil acesso em qualquer momento do dia e por qualquer pessoa da escola.
    • Reúna-se no início do ano com todos os profissionais escolares  que terão contato diário com o seu filho (desde os diretores, aos professores, incluindo os das atividades extra-curriculares, aos auxiliares educativos, ao pessoal da cantina, etc.) para verificar os seus conhecimentos sobre alergias e intolerâncias alimentares e, se for preciso, educá-los sobre esta realidade. Ensine-os também, caso não saibam, como atuar em caso de ocorrência de um episódio (tendo como ponto de partida o plano de ação que elaborou) e como administrar a caneta de adrenalina.
    • Procure estabelecer com o professor do seu filho um ação de sensibilização dos pais dos restantes alunos, de modo a que estes procurem limitar que os filhos levem para a escola alimentos não seguros. Essa ação de sensibilização tanto pode ocorrer na primeira reuniões de pais, como ser uma carta enviada aos pais, etc.
    • Se a alimentação for fornecida pela escola deve ser assegurada a confecção adequada com total isenção de contaminação cruzada, de forma a evitar totalmente o contacto com alimentos proibidos. Reúna-se com os responsáveis pela confecção das refeições, e assegure-se que estes demonstram efetivos conhecimentos sobre o que são alergias e intolerâncias alimentares e como devem evitar a contaminação cruzada. Consulte a nossa secção sobre “Comer fora” para obter mais conselhos sobre estas questões.
    • O contacto com a pele e as mucosas é um elemento importante. Quem acompanha diariamente a criança deve ser informado de que o contacto do alimento com a pele também causa sintomas e que se a crianças após tocar no alergénio coçar os olhos ou colocar as mãos na boca a reacção será maior. Por este motivo a limpeza de todos os locais onde a criança se senta, todas as mesas em que toca, os catres em que dorme devem ser rigorosa e regularmente controlada. Em muitos casos só o vapor do ingrediente fervido ou cozinhado pode desencadear uma reacção. Relembre sempre a escola que, por ex., um pano que tenha entrado em contacto com um alergénio não pode ser usado para limpar algo que seja do vosso filho.
    • Deve ser promovida a lavagem das mãos e bocas de todas as crianças que estão em contacto com a criança com alergia(s) ou intolerância(s) alimentar(es), após as refeições.
    • Deve ser vigiada a troca de talheres, copos, pratos, biberões, babetes e guardanapos entre as crianças, tentando impedir que tal aconteça.
    • Logo após uma refeição as crianças muitas vezes brincam. Se ainda tiverem vestígios, ainda que ténues de alimentos, ao trocarem os brinquedos entre si pode ocorrer uma reacção. Se forem brinquedos, instrumentos ou objectos que as crianças ponham na boca o risco é muito maior. Se os vossos filhos gostarem muito de flautas, apitos ou brinquedos para os dentes nos casos dos mais novos, aconselha-se a levarem os vossos e pedir que vigiem as trocas desses objetos entre crianças.
    • Uma vez que muitas vezes são elaboradas pequenas atividades gastronómicas nas escolas, informem-se com a educadora sobre os ingredientes utilizados e sugira possibilidades de substituição de ingredientes proibidos por outros que o seu filho possa manipular.
    • Algumas tintas e massas de modelar artesanais que são utilizadas ou mesmo feitas nas escolas com as crianças podem conter ingredientes proibidos. Reforçamos que devem informar-se de tudo isto e mais uma vez sugerir alterações ou pedir que não façam a atividade, pois pretenderá evitar que o seu filho fique a ver os outros a divertirem-se.
    • Festas de anos: Um tema que pode angustiar qualquer pai de uma criança com alergias alimentares. Tenham uma lista com o aniversário de todos os meninos da sala e verifiquem com a educadora quanto à regra de bolos para o aniversário. Uma vez que a maioria das crianças leva bolo para festejar com os amigos tente promover algumas das seguintes sugestões:

    a) Abolir os saquinhos de doces e gomas;

    b) No dia do aniversário do colega o seu filho pode levar para o seu filho uma fatia de um bolo, bolachas, biscoitos ou outra coisa que ele possa comer;

    c) Ou, se for possível para vocês e todos os pais concordarem, podem levar um bolo que o vosso filho possa comer para todas as crianças;

    d) Atenção às bebidas que são oferecidas às crianças durante as festas de anos. Com a confusão instalada o controlo é sempre menor.

    • Nunca se esqueçam de avisar os professores de outras actividades extracurriculares que tenham sobre as alergias ou intolerâncias dos vossos filhos e dos cuidados a ter mesmo que eles estejam a ter uma aula de música. Muitos professores oferecem doces como reforço pelos objectivos alcançados por isso informem todos os que fazem parte da vida das crianças.
    • Se estivermos a falar de bebés em berçário, que ainda mudem fraldas, informem qual é o creme barreira que os vossos filhos podem usar, se os toalhetes podem ser usados ou se deve usar compressa e água, que tipo de fralda, etc.
    • Durante a época de férias a criança pode frequentar campos de férias e outras actividades sazonais dentro ou fora do âmbito escolar. É necessário informar todos os cuidadores e monitores mesmo que em anos anteriores já tenham tido contacto com a criança. Nunca é demais relembrar. Se os programas incluírem praia lembre-se de enviar o protector solar e pedir que seja aplicado primeiro ao seu filho, pois muitos dos protectores solares têm ingredientes alergénios e os resíduos que ficam nas mãos, quando em contacto com uma criança alérgica pode desencadear uma reacção atópica.
    • Sempre que haja visitas de estudo relembre os cuidados a ter com o seu filho. Frise que não deve de existir qualquer contacto entre a criança e produtos que podem conter alergénios. Não se esqueça de enviar uma mochila com toda a medicação e informação médica da criança. Se puder peça o contacto e contacte o local que vai ser visitado para garantir que a visita ocorra sem problemas. Se a visita for a um local potencialmente perigoso (uma fábrica de leite, iogurtes, farinha, etc.) opte por privilegiar a segurança da criança não autorizando a ida ao passeio.

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