Proteínas modificadas podem ser utilizadas como vacina contra alergias alimentares

Sábado 25th, Janeiro 2014 / 16:47
Proteínas modificadas podem ser utilizadas como vacina contra alergias alimentares

Investigadores da Universidade Politécnica de Madrid propõem uma nova estratégia de imunoterapia contra alergias alimentares. A terapia proposta utiliza moléculas hipoalergénicas que retêm a capacidade de estímulo do sistema imunitário. Esta investigação centrou-se na alergia ao pêssego, a alergia alimentar mais comum no Mediterrâneo segundo os investigadores, e resultou na criação de proteínas que podem ser utilizadas em imunoterapia específica ou em vacinas.

Actualmente, a  imunoterapia específica é a única forma de tratamento para situações que demonstram sinais mais severos de progressão da alergia. A imunoterapia específica consiste na administração de doses crescentes do produto que causa a reacção alérgica, o que pode causar choque anafilático.

Para resolver este problema, os investigadores da UPM identificaram quais as regiões da proteína Pru P 3 (responsável pela alergia ao pêssego) que estão associadas ao estímulo do sistema imunitário e à retenção de anticorpos. A partir desta investigação, foram criadas moléculas hipolargénicas – ou seja com menor capacidade de retenção de anticorpos – mas com a capacidade de estimular o sistema imunitário. Estas moléculas podem ser uma ferramenta útil para a imunoterapia e eventualmente podem ser a base de uma vacina.

Esta pesquisa pode ser o início de uma nova forma de terapia para as alergia alimentares, no entanto vai ser necessária a realização de mais testes para testar a eficácia desta estratégia.

Poderá ler mais sobre este estudo aqui.

 

 

 

 

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